Uma mulher será secretária-geral das Nações Unidas?

Nos 70 anos de história das Nações Unidas, uma mulher nunca ocupou o cargo de secretária-geral, mas neste ano isso pode finalmente mudar. Um número de mulheres está supostamente concorrendo para se tornar o próximo diplomata-chefe da ONU após o término do mandato do atual secretário-geral Ban Ki-moon em dezembro.

Recentemente, a ONU tem enfrentado uma pressão cada vez maior para criar um gabinete com maior igualdade de gênero. Em fevereiro do ano passado, uma campanha para eleger uma secretária-geral da ONU foi lançada por vários funcionários e especialistas da ONU. “Houve oito secretários-gerais homens, mas nunca uma mulher, embora as mulheres representem metade da população mundial”, diz o site. Samantha Power, embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, junto com Mogens Lykketoft, presidente da Assembleia Geral da ONU, também pediu 'oportunidades iguais para mulheres e homens no acesso a cargos de tomada de decisão sênior'.



Várias mulheres líderes em todo o mundo foram apresentadas como candidatas em potencial a secretário-geral. A política búlgara Irina Bokova, que atualmente é a diretora-geral da UNESCO, é considerada a favorita. Vesna Pusic, que ajudou a introduzir a Croácia na UE, também é uma das candidatas mais promissoras, assim como Christiana Figueres, que liderou as negociações sobre o clima em Paris em novembro passado. Outros candidatos incluem a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan; Helen Clark, chefe do Programa de Desenvolvimento da ONU; e Natalia Gherman, a ex-primeira-ministra em exercício da Moldávia. Embora ainda tenhamos que esperar alguns meses para descobrir se a ONU vai eleger uma mulher como seu secretário-geral, uma coisa é certa: 2016 já parece ser um ano bastante interessante para mulheres líderes políticas.



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